sentimento sem nome?

existe um sentimento, que muito me falavam e eu não conhecia… é uma mistura de senssações, de quente com frio, de saudade com esperança, de desejo com carinho… será que esse sentimento possui um nome? será que ele tem medições? tem explicação? sinônimos? mapa? manual de instrução? será que alguém pode me apresentar? ou melhor, deixa eu contar: alguém já está me apresentando! e creio já ter encontrado um nome: é AMOR!

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quem vai ouvir?

Poucas as pessoas que perguntam “como vai você?” realmente querendo saber a resposta. As pessoas gostam é de dizer como estão se sentindo. Gostam de contar seus problemas, suas conquistas, suas revoltas, suas superficialidades, suas futilidades, suas cotidianidades! Ouvir, poucos estão dispostos! Ouvir requer firmeza, pois quem fala sempre quer uma opinião, uma reação! Há também aqueles que não gostam de ouvir porquê o outro pode estar feliz e essa felicidade pode ser maior do que a dele, isso o fará sentir fracassado. O outro pode também estar triste e o receptor talvez não esteja a fim de “perder seu tempo” com lamentações alheias! Ainda mais quando pensa que nada pode fazer para alegrá-lo, quando na verdade somente o ato de ouvir já serve como alento!

É lamentável perceber como o homem é egoísta! Ou despreparado! Ou ainda receioso! As pessoas querem desabafar e não ouvir! E ai vira tudo uma confusão! Ai todos se frustram! Se zangam! Blasfemam: “Ninguém me entende!!” “Ninguém me ouve!!” “Ninguém tá nem aí!!”

E você? Você se importa? Você “perde seu tempo” ouvindo? Pois digo a vocês: Eu gosto muito de ser analista! Eu gosto sim de ouvir, ouvir, ouvir… Eu gosto de abraçar e dizer: “Tudo vai ficar bem!” Eu gosto de rir junto e de dizer: “Que ma-ra-vi-lha!” E assim, sem querer nem exigir nada em troca eu acabo recebendo, recebendo ouvidos para me ouvir também! É uma troca! Uma gentileza recíproca!

Agradeço aos meus “ouvidos de plantão” e finalizo dizendo: “Podem contar comigo!”

(:

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eu sei e você sabe

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eu sou o que ninguém vê!

Eu sou o que ninguém vê!
Sou a primeira lembrança da infância, com 1 ano e 2 meses. Quando mudei pra São Lourenço e decidi não usar mais fraldas. Sou a motoca que ganhei da minha madrinha no mesmo dia que roubei os gibis dela. Sou o medo da novela Vamp e a alegria de participar do Clubinho da Criança na rádio da minha cidade (toca Ursinho Pimpão?). Sou as porcarias que comi na pizzaria do meu pai e as brincadeiras que inventava na rua. Sou as cicatrizes, os dedos quebrados, os planos de fuga aos 5 anos. Sou o dia que voltei pra Xanxerê e aquele quarto de brinquedos e não ter amigos pra brincar com eles, eu sou a criadora das histórias da minha Barbie e a apresentadora de programa de culinária. Sou a piscina de plástico no fundo do quintal e as casinhas na árvore e os tombos de cima dessas árvores. Sou as férias em Cunha Porã e os natais com minha tia vestida de papai noel. Sou contar piadinhas bobas com meus primos e a morte de cada gato meu. Sou o medo de sapo e o pavor de estar sozinha. Sou um quarto sem janelas e as “lutinhas” com meu irmão. Sou conhecer as primeiras grandes amigas e com elas ser o que eu sou! Sou as paredes cheias de colagens, as fotos no “matinho”, o primeiro beijo na noite de natal. Sou trocar Backstreet Boys por Legião Urbana e KLB por Nirvana, eu sou as descobertas que eu fiz! Sou os livros que eu li e a saudade dos amigos que foram embora. Sou as aulas de teatro e as festas que eu fui. Sou a revolta dentro do colégio, os socos nas paredes, as escritas nas mesas, a estudante nota 10. Sou as lágrimas que derramei, o caras que desejei, os calçados que usei, as palavras que escrevi. Sou o primeiro “fora” no dia dos namorados, sou ver o futuro com o tarot, sou as magias que pratiquei, os símbolos que inventei, as tatooagens que me fiz, o primeiro namoro que acabou, todos os outros namoros que não deram certo. Sou o último semestre do terceirão e as lembraças que guardo desse tempo. Sou aquele grupo de amigos que a cidade toda criticava e que depois eu também critiquei e me afastei… Eu sou todas as vezes que me arrependi e as coisas feias que falei. Sou as brigas com as amigas e as reconcilhações que me fizeram bem. Eu sou uma noite com cachorro-quente, sou as pessoas que amei. Sou a solidão nas noites frias, sou o amanhecer acordada, sou as mentiras que contei, as vezes que traí, as vezes que fui traída e os beijos que roubei. Sou os álibis que criei. Sou a faculdade que acabei de começar, “O” fim-de-semana num quarto de hotel, as idas na biblioteca, os lanches, as bebedeiras, os fiascos, os projetos de semestre. Eu sou a preocupação com o Aquecimento Global e a revolta pelas injustiças. Sou o ódio pelos Estados Unidos e o interesse por política desde os 13 anos. Sou os filmes que vejo todos os dias e as críticas que recebo. Sou a notícia que fez minha mãe pirar, por expor minhas ideias numa comunidade e revoltar o presidente da Câmara. Eu sou perder na sinuca, sou comer doces demais, sou fugir de madrugada, sou escrever uma descrição desse tamanho sabendo que ninguém vai ler.
Eu sou TODAS essas contradições, sou algo complexo demais, sou um universo em 1,70m.
Eu sou aquilo que ninguém vê!

(:

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palavras

“Palavra é sentimento. Mas – cuidado – as palavras não podem sentir sozinhas.

Palavra é poder. Ao esgotar seu significado, esgotamos nossa permanência.”

(Fabrício Carpinejar)

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a divina arte de esperar

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não me dê atenção

amanha é um outro dia não é
eu nem sei porque me sinto assim
vem de repente um anjo triste perto de mim
e essa febre que não passa
e meu sorriso sem graça
não me dê atenção
mas obrigado por pensar em mim…

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